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  Relatório do primeiro-ministro revela nova estratégia econômica da China
 
  ( 2014/03/07 )
 
 
Ainda que a meta de crescimento de 7,5% da China seja a mesma dos anos passados, sua importância está perdendo força pois muitos crêem que o governo já não considere esta cifra como o mínimo necessário.

"Devemos manter o desempenho econômico dentro de uma variação apropriada", disse nesta quarta-feira o primeiro-ministro chinês Li Keqiang no relatório sobre o trabalho do governo apresentado ao mais alto orgão legislativo do país.

Esta variação - um limite mínimo para garantir o crescimento estável e a criação de empregos e um limite máximo para evitar a inflação - foi incluído no relatório pela primeira vez. Considera-se uma nova estratégia da China para equilibrar o crescimento e a reforma.

Na prática, a China geralmente supera sua meta de crescimento. O crescimento do ano passado foi de 7,7%, porém existe uma crescente tolerância para um ritmo mais lento.

Em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira no marco da sessão anual da Assembleia Popular Nacional, o ministro das Finanças, Lou Jiwei, minimizou os números.

"Não importa se a cifra final fique um pouco acima ou abaixo da meta, o emprego é a questão principal", afirmou Lou, indicando que um crescimento de 7,3% ou 7,2% ainda pode ser considerado dentro da variação aceitável.

Para quem deseja que o governo descarte completamente as metas e se preocupe apenas com as reformas, o relatório de Li pode ser um pouco decepcionante, porém a China precisa de um crescimento estável para criar empregos suficientes e garantir o manejamento da mão de obra rural para as cidades.

"A demografia da China está mudando, por isso não necessita crescer tão rápido como no ano passado. Ainda há muitas pessoas no campo com baixos salários e a cada ano 7 milhões de universitários graduados buscam emprego, o que se faz necessário um ritmo de crescimento moderadamente rápido", indicou David Dollar, um membro importante da Instituição Brookings de Washington.

De acordo com o relatório do primeiro-ministro, cerca de 7,27 milhões de universitários graduados buscarão emprego em 2014, e outras 10 milhões de pessoas sairão da pobreza.

Apesar da boa performance econômica, muitas pessoas ainda vivem em condições de vida precárias. Com a linha da pobreza determinada pela China no ano passado em 2.300 yuans de renda anual, uma população rural de 82,5 milhões de pessoas ainda é considerada oficialmente pobre.

"A China ainda é um país em desenvolvimento... Deve manter o desenvolvimento econômico como tarefa central", sublinhou o primeiro-ministro.

Prometer um crescimento estável não significa comprometer a reforma. Pelo contrário, prepara as condições favoráveis para acelerar a reestruturação econômica. "A reforma é prioridade máxima para este ano", disse Li.

Entre os planos para 2014, Li anunciou um sistema de seguro de depósito, considerado uma condição para liberar as taxas de depósito. Provavelmente, trata-se do passo final e mais importante para a liberalização das taxas de juros.

A China também ajustará seu sistema atual para que os governos locais emitam bônus a fim de conter o crescente problema de dívida. Há medidas detalhadas para frear a capacidade excessiva, um grande obstáculo da economia.

Em uma série de medidas para tratar das preocupações do povo, Li também "declarou guerra" contra a poluição e prometeu punir "sem piedade" os funcionários corruptos.

"Como esperávamos, as reformas relativamente fáceis e aquelas de consenso amplo se desenvolverão num ritmo mais rápido a curto prazo", disse Wang Tao, economista chefe de assuntos chineses da UBS. A UBS prevê um crescimento de 7,8% para a China em 2014.

 
 


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