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  APEC abre novo espaço para liberalização comercial
 
  ( 2014/11/07 )
 
 

A construção de uma zona franca na região Ásia-Pacífico será um dos três principais temas da 22ª Conferência Não Oficial dos Líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, em sigla em inglês), que começa semana que vem em Beijing. Para alguns especialistas, a discussão sobre a zona franca da Ásia-Pacífico será o maior destaque na conferência e, provavelmente, vai abrir um novo espaço para a liberalização comercial da região.

Os 21 países membros da APEC contabilizam 2,6 bilhões de pessoas, o que representa 40% da população total do mundo. A soma do PIB desses países supera 19 trilhões de dólares, ocupando 56% do volume mundial, enquanto o comércio representa 48% do valor do mundo. Realizar o comércio livre nesse mercado tão grande sempre foi uma meta dos diversos países membros da APEC. A pesquisador-chefe do Instituto de Pesquisa sobre Nordeste Asiático da Cingapura, Sanchita Basu Das, disse que embora existam alguns acordos bilaterais ou multilaterais sobre o comércio livre, essas zonas francas possuem diferentes regras e conteúdos.

"Os tratados comerciais têm diferentes conteúdos e também diferentes formas, desde acordo limitado até acordo compreensivo. Como por exemplo, sendo o membro da Associação das Nações do Sudeste Asiático, Cingapura tem acordo bilateral com a Austrália. Ao mesmo tempo,Cingapura possui também acordo bilateral com a Austrália fora dessa entidade. Esses acordos comerciais têm partes semelhantes ou sobrepostas, que podem ser preocupantes. Porque falta um quadro unificado para equilibrar os interesses dos diversos lados."

Com a interação econômica cada vez mais estreita entre países da Ásia-Pacífico, construir uma única zona de comércio livre já é consenso entre os países membros da APEC. O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou no dia 29 de outubro, que a China está se esforçando para promover a liberalização comercial da região.

"Após se coordenar com outros países membros da APEC, a China irá iniciar o processo de zona franca da Ásia-Pacífico durante a APEC de Beijing. Esse é um sinal claro que vamos nos esforçar para elevar a integração regional e colocar em prática os desejos que tivemos nesses anos."

O diretor do departamento internacional do Ministério do Comércio da China, Zhang Shaogang, disse que para iniciar o processo, ainda há alguns trabalhos a serem concluídos.

"Iniciar o processo da zona Franca da Ásia-Pacífico, a primeira coisa importante é a troca de informação. As experiências devem ser compartilhadas de forma aberta, preferencialmente. O segundo trabalho é fazer pesquisas, como por exemplo, avaliar qual regra é melhor e mais fácil de ser popularizada. O último é estudar o meio de realização. Podemos aproveitar os acordos já existentes e apenas fazer alguma emenda baseadasneles, ou precisamos construir um quadro totalmente novo? Isso deve ser discutido e é difícil de prever agora."

Para Zhang Shaogang, a construção da zona franca não é um trabalho fácil e precisa de tempo para ser concluído. Todos os membros da APEC devem participar da elaboração das regras para ajudar a construir um sistema ainda mais justo.

 
 


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