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  Economia chinesa vai entrar na fase de "nova normalidade"
 
  ( 2014/11/13 )
 
 
Ao longo de um ano, a economia chinesa reduziu seu ritmo de crescimento. Dados mostram que nos primeiros três trimestres, o PIB da China registrou aumento de 7,4%. Já a percentagem no terceiro trimestre de 2014 foi de 7,3%, o mais baixo nos últimos cinco anos.

Mesmo em ritmo desacelerado, a economia chinesa continua atraindo os investidores. Lin Yizhong, um dos parceiros da empresa de contabilidade Pricewaterhouse Coopers, usou uma metáfora interessante para descrever a atual situação econômica chinesa.

"No início você pode correr bem rápido, mas vai ter que ajustar o ritmo quando chegar a um determinado ponto. Nos primeiros cem metros, pode levar 9,9 segundos, e mais 21 segundos nos duzentos metros. Porém, quando você corre 400 ou 800 metros, já não consegue manter o mesmo ritmo".

Na reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico que foi realizada dias atrás em Beijing, o presidente chinês, Xi Jinping, caracterizou a economia chinesa com o termo de "nova normalidade".

"A nova normalidade vai trazer para a economia chinesa novas oportunidades. Primeiro, apesar de estar num ritmo desacelerado, a economia continua crescendo em volume significativo; segundo, sob essa nova normalidade, o desenvolvimento econômico tende a ficar mais estável, e com fontes diversificadas; terceiro, a estrutura econômica será aperfeiçoada, garantindo uma perspectiva futura; por fim, o governo chinês continua encaminhando as reformas na direção da descentralização e na simplificação administrativa, deixando o mercado ainda mais livre".

De fato, a economia chinesa continua mantendo um volume de crescimento significativo. Apenas o crescimento registrado no ano passado já equivaleu ao volume econômico total de 1994. Os especialistas defendem que as reformas promovidas pelo governo chinês nas áreas de industrialização, urbanização, informatização e modernização agrícola vão ajudar o país a superar as contradições do desenvolvimento, e que o crescimento na faixa dos 7% vai continuar, mantendo a China entre as primeiras economias do mundo.

Em relação às reformas administrativas, os governos em todos os níveis estão implementando 330 novas políticas, entre elas, simplificar a autorização do estrangeiro para investimentos na China e também do registro de empresa por empresário individual. Graças a essas medidas, nos primeiros três trimestres, 49% do crescimento econômico foi alavancado pelo consumo interno. O setor de serviços representou 47%, superando a cota da indústria.

Para o executivo da fábrica de computadores Lenovo, Yang Yuanqing, a indústria de manufatura chinesa é hoje a melhor do mundo, mas isso não vai garantir que ela seja a melhor daqui trinta anos. A chave do sucesso é a inovação.

"A inovação é o desenvolvimento sustentável. O governo tem que desempenhar bem seu papel, criando um mercado mais justo e transparente. Além disso, a proteção da inovação, dos direitos autorais, da propriedade intelectual e o incentivo ao investimento do capital privado são também importantes."

 
 


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