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  Economias preveem um crescimento de 7% para economia chinesa em 2015
 
  ( 2014/12/18 )
 
 
Economistas chineses e estrangeiros reuniam-se nesta terça-feira (16) em Beijing por ocasião da Conferência Anual de Economistas, promovida pela empresa chinesa de tecnologia da internet, Netease, para debater as perspectivas da economia chinesa. Eles compartilham a mesma opinião em relação ao potencial de crescimento da China, apesar de vários desafios e previram que a economia do país terá um crescimento de 7% em 2015.

Para o economista chinês de renome mundial, Li Yining, a nova normalidade consiste no respeito às leis econômicas. Ele alertou que a alta velocidade do aumento econômico da China foi apenas um fenômeno temporário, uma vez que esta não corresponde à regra de desenvolvimento e pode causar perdas surpreendentes.

"Quais são as perdas? A primeira é o enorme consumo dos recursos, seguido pela destruição do meio ambiente, a baixa eficiência e a produção excessiva. Porém, o pior é que se pode perder a chance de promover a inovação tecnológica e o ajuste estrutural. Lembramos que em 2008 os países poderosos estavam reforçando sua capacidade nestes dois aspectos, enquanto que a China só se focava no crescimento econômico. Acho que esse esforço traz um ganho que não vale a pena."

Li Yining apontou que a China deve dar mais atenção à qualidade do aumento econômico e ao ajuste estrutural. Ele enfatizou ainda a importância de mudar o conceito acerca do desenvolvimento econômico.

"A estrutura do PIB (Produto Interno Bruto) é mais importante do que seu volume. As exportações não são necessariamente maiores do que as importações. A criação dos empregos não só depende da injeção do investimento. Enquanto que uma alta taxa de juros provavelmente não conseguirá conter a inflação. Por último, todos os setores devem saber que o mercado pode ser criado."

O ex-secretário do Tesouro norte-americano, Larry Summers, também participou da conferência. Ele admirou-se de a China ter experimentado durante 35 anos um desenvolvimento sem precedente no mundo, cujo padrão de vida da população elevou quase 16 vezes. Entretanto, o país asiático está diante de vários desafios ao promover a transformação do modelo de desenvolvimento.

"A China encontra-se em uma fase de transição, que muda do mercado externo para o doméstico, de exportação para o consumo e de nacionalização para privatização. Além disso, o país caminha para uma economia de crédito e uma economia amigável ao meio ambiente. As mudanças são grandes desafios."

O economista-chefe da Empresa Minsheng de Valores Mobiliários, Qiu Xiaohua, tem um olhar otimista. Ele considera que a China pode manter o crescimento econômico de 7% nos próximos dez anos.

"Neste momento, a China possui ainda potenciais para crescer, visto que a industrialização, urbanização, informatização e modernização agrícola continuam oferecendo espaço para estimular a economia."

Já o vice-diretor da Academia das Ciências Sociais da China, Cai Fang, sustenta uma opinião igual. Ele analisa que o aumento econômico da China vai ficar entre 6,9% e 7,2%. Quando a China se tornar uma economia desenvolvida, o crescimento de 3% é também aceitável, concluiu Cai Fang.

"Assim como no caso dos Estados Unidos, o aumento econômico de 3% já é rápido. Portanto, quando o nosso país se tornar rico, este índice será um bom resultado"

 
 


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