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  Índice de Gerente de Compras mostra desaceleração econômica na China
 
  ( 2015/02/04 )
 
 

A China publicou recentemente o Índice de Gerente de Compras do setor manufatureiro chinês em janeiro, que foi de 49,8%. Pela primeira vez em dois meses, a cifra caiu para menos de 50%, limite do Índice de Confiança do Empresariado Industrial. Para especialistas chineses, é muito possível que ocorra desaceleração econômica e deflação, considerando dados econômicos do ano passado, divulgados ultimamente pela Administração Estatal de Estatísticas.

O Índice de Gerente de Compras é considerado um indicador econômico antecipado. É divulgado conjuntamente pela Federação de Logística e Compras da China (China Federation of Logistics & Purchasing) e pelo Centro de Pesquisa sobre Setor de Serviços da Administração Estatal de Estatísticas da China. Tendo visto dados históricos dos últimos dez anos, o Índice de Gerente de Compras registrou uma queda mas com dimensão moderada, mantendo o nível médio do mesmo período.

Segundo o pesquisador, Chen Yao, do Instituto de Economia Industrial da Academia de Ciências Sociais da China:

"Geralmente, o nível deste índice é relativamente baixo antes do Festival da Primavera (Ano Novo Chinês) e durante o ciclo de todo o ano. Mas o mais importante é observar sua tendência posterior. Há sinais de que é possível voltar à recuperação depois do Ano Novo Chinês, já que o governo está adotando medidas políticas e há um período para que estas iniciativas de apoio ao setor industrial surtam efeito."

O Ano Novo Chinês é um fator importante que influencia os dados de janeiro. Primeiro, no mês de fevereiro, os dados a serem publicados são poucos. Apenas no dia 10, serão divulgados dois índices de preços, são o Índice de Preços ao Consumidor e o Índice de Preços ao Produtor. O último é visto como um importante indicador para refletir as demandas. Os outros índices como de investimento, consumo e imobiliários sairão só em meados de março. Porém, a partir dos dados de último dezembro e do quarto semestre de 2014, o risco da desaceleração econômica continuará.

O diretor do Gabinete de Estudos em Macroeconomia do Centro Estatal de Informação da China, Niu Li, considera que deve tomar medidas o mais cedo possível.

"De ponto de vista de política, a economia continua abrandando e poderia até chegar ao ponto de virada de 7%. Por isso, é necessário tomar medidas cedo. Quando a economia crescer menos de 7%, será tarde. Porque muitas políticas oferecem sempre dois trimestres de atraso. Se adotarmos medidas agora, já será muito bom para que ela venha surtir efeito na segunda metade do ano."

Para especialistas chineses, o aumento da pressão da desaceleração econômica faz com que as medidas monetárias sejam controláveis. Chen Yao afirmou:

"O custo de financiamentos é alto para as pequenas e médias empresas. Elas estão aguardando a nova rodada de redução de juros bancários. Essa possibilidade é grande. Acho que vai ser rápido. Este é um sinal, a pressão vai influenciar os decisores de políticas e é muito provável a redução de juros bancários."

Para Niu Li, as políticas também precisam levar em consideração os fatores nacionais e internacionais.

"Em relação às políticas monetárias, a tendência internacional é a deflação, como observado na nova rodada de afrouxamento quantitativo liderada pela União Europeia e a redução de juros em cerca de dez países. É necessário que adotemos políticas monetárias adequadas, já que enfrentamos a pressão da desaceleração econômica, a queda de preços e até ameaça de deflação."

 
 


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