Nos últimos 20 anos, a China tem obtido
notáveis êxitos na reforma do âmbito
econômico, o que é reconhecido por todo o mundo.
Porém, ainda sabe-se pouco sobre o progresso da reforma
no âmbito político. Até existe
mal-entendimento de alguns amigos estrangeiros neste
aspecto. A este respeito, na plenária anual da
Assembleia Popular Nacional recém-encerrada, a nossa
reportagem entrevistou o vice-secretário-geral do
Comitê Permanente da APN, Zhou Chengkui e outros
representantes à reunião. Eles expuseram o
processo da reforma política nos últimos 20 anos,
partindo do ângulo do aperfeiçoamento do sistema
da APN e a intensificação de seu papel.
Como você sabe, o sistema político
essencial é sistema da Assembleia Popular Nacional.
Neste sentido, o constante aperfeiçoamento do sistema
da APN pode refletir realmente o processo da reforma
política da China. E o sistema da APN adota forma dos
países modernos - os cidadãos elegem seus
representantes para constituir o órgão do poder
nacional para exercer o poder da administração do
País. Desde a primeira plenária da primeira
legislutra da APN realizada em 1954, o sistema da APN
já completou 50 anos.
Porém, só
nos últimos 20 anos, este sistema vem se
aperfeiçoando constantemente. O final da década de
70 do século passado é um importante período
tanto para toda a China como para o sistema da APN. Em fins
de 1978, o País começou a aplicar a política
de reforma e abertura, no ano seguinte, foi revisada a Lei
das Eleições, ampliando a esfera da
eleição direta dos representantes da APN, do
nível da comarca e vila para o distrital. Ao mesmo
tempo, a Lei das Eleições ainda determina o
princípio da eleição seletiva. Estas
mudanças fazem importante parte da reforma
política do País.
A este respeito, o
representante do munícipio Central de Chongqing, Jin
Lie, disse:
“As eleições
diretas fortalecem o laço entre os representantes e
eleitores e aumentam o senso da responsabilidade e de
missão dos representantes , e povo sente-se da
dominação direta do poder. Ao mesmo tempo, as
eleições também servem como
educação democrática, um bom método para
mobilizar a iniciativa dos eleitores.”
No processo do aperfeiçoamento do sistema
da APN, a revisão dos respectivos regulamentos da
Constituição em 1982 foi um importante passo. A
Constitução antes de 1982 estipulava que o poder
legislativo do País só cabia à Assembleia
Popular Nacional, e seu Comitê Permanente não
tinha esse poder. E segundo a Constituição, a APN
só convoca uma plenária anual, com
duração de 10 a 14 dias. Desta maneira, o trabalho
legislativo estava atrasada em relação ao
desenvolvimento da situação. Por outro, as
assembleias populares de nível provincial, municipal e
distrital, não tinham seus comitês permanentes, de
maneira que, a jurisdição da APN estava
grandemente limitada. Perante tal situação, foi
revisada a Constituição em 1982. Por um lado, foi
ampliada a jurisdição do Comitê Permanente, a
este atribuído o poder legislativo, por outro, a nova
Constitução determina que os diveros escalões
da APN superiores a nível distrital devem estabelecer
seus comitês permanentes. Esta reforma do sistema da
APN exerceu profundas influências sobre o
fortalecimento da construção do sistema da
legalidade, a promoção da administração
do País conforme a lei e o desenvolvimento das
funções da APN a diversos escalões. O
vice-secretário-geral do Comitê Permanete da APN,
Zhou Chengkue afirmou:
“Para acelerar os
passos da legislação, a Constituição
revisada em 1982 estipula que a APN e seu Comitê
Permanente exercem conjuntamente o poder legislativo
estatal. Excepto as leis básicas que são
elaboradas pela APN, outras leis são elaboradas pelos
comitês permanentes. De 1979 para cá, entre 411
leis e decisões relacionadas à lei já
formuladas, a maioria foi elaborada pelos comitês
permanentees. Sem esta revisão da
Constiuição, não teriamos os mesmos sucessos
no sistema da legalidade. ”
Nos
últimos 20 anos, as assembleias populares regionais e
seus comites permanentes elaboraram num total 9.000 leis e
regulamentos locais.