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  Aproximando-nos do Tibete
 
  ( 2004/05/12 )
 
 



   Denominado "Telhado do Mundo", O Tibete fica num planalto com altitude média de mais de 4000 metros. Devido à sua antiguidade , distância e longitude, o Tibete é coberto por uma cor misteriosa. Agora, vamos aproximar-nos do Tibete e para tentarmos saber a sua história e actualidade, conhecendo assim o que é o Tibete verdadeiro.

   I -O Tibete é uma parte do território chinês desde os tempos mais remotos
   A China é um país unificado com muitas etnias com uma história e civilização muito antigas. De acordo com materiais históricos, os antecessores da etnia tibetana chamavam-se "Qiang", residindo no oeste da China, é uma etnia antiga e nómada. Nos tempos remotos antes da nossa era , eles tinham estabelecido ligações nas várias áreas com a etnia Han residindo na vasta região central da China. Durante longo período, os antecessores da etnia tibetana passaram de tribos nómadas a construção de alguns "reinos" tais como "Tu Guhun" , "Tang Mao", "Tubo" etc. Por volta de século II, algumas tribos da etnia Qiang entraram na ampla zona, que corresponde nos dias de hoje à área que rodeia a cidade de Lhasa. No século VII, O Tubo Tsampo unificou todas as tribos da etnia tibetana, estabelecendo o reino Tubo. Em 641, Tubo Tsampo casou-se com a princesa Wencheng de etnia Han da Dinastia Tang, assim as ligações entre Tubo e Tang tornaram-se ainda mais estreitas. Favorecendo o casamento, com a entrada da cultura avançada da etnia Han, a economia do Tubo conheceu a sua prosperidade. E depois, nos anos de 822, Tang aliou-se a Tubo, decidindo que , dali em diante "manteriam eternamente a relação familiar de tio e sobrinho", e "chegaram ao acordo de que os territórios de ambos se unificam como um só." O monumento que descreve esta ocasião permanece até hoje em frente ao Mosteiro Jokhang, sendo uma prova clara e histórica da unificação da etnia Han com etnia tibetana. Em 1279, o Tibete tornou-se uma das zonas administrativas subordinadas directamente ao governo central da Dinastia Yuan, sendo uma parte inalienável da China. Na dinastia Qing, a administração soberana exercida pelo governo central ao Tibete tornou-se mais sistematizada e legislativa. No século XVIII, o imperador do Qing conferiu os títulos de Dalai Lama e Bainquen Erdeni, dando a origem ao estabelecimento oficial dos títulos de Dalai Lama e de Bainquen Erdeni. Daqui em diante, todos os Dalai Lama e Bainquen Erdeni têm que ser conferidos pelo governo central. Além disso, o governo do Qing criou administração local do Tibete, decretando as leis relativas que determinam com pormenor as jurisdições de alto comissário do Governo Central enviados para o Tibete, reencarnações de todos os buddhas vivos falecidos incluindo o Dalai Lama e o Bainqen Erdeni, a defesa fronteiriça e a diplomacia do Tibete, entre outras. Depois da revolução de 1911, o governo central exerceu jurisdição no Tibete tal como na época das Dinastias Yuan e Qing. Por exemplo, o 14º Dalai Lama foi conferido pelo Presidente do governo nacional da China.
   Em 1949, foi a proclamação da República Popular da China. Segundo as condições históricas e actuais, o governo central aplicou a orientação da libertação pacífica. No ano de 1951, o governo popular central e o governo local do Tibete assinaram o Acordo da Libertação Pacífica do Tibete depois dos delegados terem acordado sobre uma série de questões . Por esta ocasião, tanto o Dalai Lama como o Bainqen Erdeni enviaram telegramas ao governo central manifestando o seu apoio ao Acordo , dizendo que, estão dispostos a  salvaguardar a soberania e unificação do país. Todos os factos históricos mostram indiscutivelmente que o Tibete é uma parte inalienável da China desde tempos remotos.

   II-O Tibete no passado e o Tibete de hoje
   Depois da libertação pacífica do Tibete, nomeadamente depois da reforma democrática de 1959 e da aplicação do sistema da autonomia regional étnica, sob a direcção do Partido Comunista da China e do Governo Popular Central, através da luta solidária e dos esforços árduos dados por todo o povo das todas as etnias da Região Autónoma do Tibete, os aspectos políticos, económicos e sociais do Tibete mudaram radicalmente. Nos dias de hoje, o Tibete se encontra numa época em que o desenvolvimento é o melhor e o mais rápido na sua história, com uma economia em desenvolvimento, uma sociedade em progresso, uma união étnica, e em que todas as etnias levam uma vida feliz  trabalhando com contentamento. A prática da aplicação do sistema da autonomia regional étnica no Tibete comprova que, este compõe o sistema político básico  da China, tratando cabalmente os assuntos relativos às minorias étnicas, coincidindo com a situação actual do Tibete, promovendo assim firmemente o desenvolvimento da história do Tibete.
   Como é do conhecimento de todos, durante longo período antes da  reforma democrática, o Tibete era  uma sociedade de Servidão Feudal, com ditadura teocrática exercida pelo clero e pela aristocracia. Mais de 95% da população do povo tibetano foram obrigadas a serem servos e escravos sem terra e sem liberdade pessoal. O Tibete daquela época era muito mais escuro e cruel do que a Europa Medieval. Graças à reforma democrática no Tibete, o regime de servidão feudal teocrático foi abolido e milhões de servos e escravos foram libertados, passando de "objectos falantes" a donos do país, gozando de todos os direitos concedidos pela Constituição e leis da China. Vejamos um facto fundamental: ao longo de 200 anos antes da libertação do Tibete, a população tibetana era de mais ou menos 1,000,000 (um  milhão), mas desde a libertação pacífica do Tibete até ano 2000, durante estes 50 anos, a população tibetana já atingiu 2,616,300 (dois milhões seiscentos e dezasseis mil e trezentos), duplicando em relação à do ano 1951, entre os quais 2,411,000 (dois milhões quatrocentos e onze mil) pertencem à etnia tibetana, representando 92.2% da população; 155,300 (cento e cinquenta e cinco mil e trezentos) pertencem à etnia han, representando 5.9% ; 49,900 (quarenta e nove mil e novecentos) pertencem às restantes minorias étnicas, representando 1.9%. Este facto refuta contundentemente as mentiras do Dalai Lama e alguns ocidentais, de que " a população do Tibete está diminuindo" e a espantosa afirmação de que " os tibetanos estão sofrendo uma extinção". Na área de serviços de saúde, antes da reforma democrática, só tinham 3 estabelecimentos de medicina pobremente equipados e de dimensões limitadas. O número total de médicos e enfermeiros não ultrapassou 400, no entanto eles apenas serviam os aristocratas e oficiais. A ampla massa de servos e escravos não poderiam consultar os médicos. Depois da libertação do Tibete, foi formada uma rede de serviços sanitários e de atentamento médico que cobre a totalidade das zonas urbanas e rurais do Tibete , assim todas as pessoas gozam do direito de tratamento médico gratuito. O número total dos profissionais na área da saúde ultrapassa 8000. A esperança de vida média do Tibete era de apenas 36 anos antes da reforma democrática, tendo alcançado nos dias de hoje os 67 anos. Apenas o aspecto acima referido poderá comprovar vigorosamente a gigantesca mudança histórica e a melhoria radical dos direitos humanos no Tibete.
   Mas, durante longo período, o grupo separatista do Dalai conluia-se com as forças anti-chinesas internacionais, divulgando e fazendo rumores por toda a parte, de que a China está a aplicar uma política de "destruição da cultura tibetana" e de" restrição da liberdade de crença religiosa" etc., etc...tudo isto é puramente calúnia e difamação, cujas intenções não ousam revelar publicamente. O facto é que, desde a libertação pacífica do Tibete, o Governo Central e o Governo da Região Autónoma do Tibete aplicaram uma política de respeito, herança e desenvolvimento da cultura Tibetana. Hoje em dia, a cultura tibetana está numa fase importante de desenvolvimento. A língua tibetana e as culturas religiosas do Tibete registaram um desenvolvimento rápido, e os valiosos patrimónios culturais foram protegidos e restaurados. Actualmente existem 1,787 templos budistas , dando uma média de 1,176 pessoas por templo, e existem 46,300 monges residentes nos templos, contabilizando uma média de 1 monge profissional por cada 43 pessoas. A normalidade da vida religiosa do povo tibetano é plenamente garantida. Para a restauração dos templos budistas, o Governo investiu uma grande quantia que ultrapassa 300 milhões de yuans de RMB (equivale cerca de 38 milhões de dólares americanos). Além disso, a cultura folclórica do Tibete foi também salva e organizada. Mais de 300 institutos de investigação estão a dedicar-se aos estudos da medicina, fitoterapia e língua tibetana, tendo já publicadas mais de 400 obras relacionadas. Na área da educação, o Tibete antigo tinha apenas algumas escolas primárias, não tinha nenhum liceu nem universidade. A taxa de escolaridade infantil não chegou a 2%, e a taxa de analfabetização atingiu  97%. Graças à grande importância atribuída pelo governo chinês à causa da educação do Tibete, e adopção de uma política de apoio relevante, o Tibete de hoje dispõe não apenas de escolas primárias e secundárias, mas também de vários institutos e escolas superiores de muitas espécies, totalizando 956, formando assim um sistema educativo completo que frequentam 380,000 alunos. A taxa de escolaridade infantil já se aproxima de 85%, Muitos jovens tibetanos que tiveram excelentes classificações foram escolhidos e enviados para frequentar as escolas secundárias ou universidades de várias dezenas de grandes e médias cidades do país, cujas condições educativas são mais desenvolvidas, incluindo as cidades de Beijing e Shanghai. Conforme as estatísticas concernentes, entre 1985 e 1998, foram formados na totalidade 19,444 quadros da nova geração tibetana, que possuem níveis culturais e outros conhecimentos, promovendo assim positivamente o desenvolvimento de diversos domínios no novo Tibete. O Tibete já deixou de viver num estado fechado e atrasado como no passado.
   Ao desenvolver a economia tibetana e melhorar a vida do povo, o governo central vem atribuindo grande atenção à protecção ambiental no Tibete. Além das leis e regulamentos de protecção ambiental já existentes, mais de 20 decretos locais e regulamentos administrativos foram promulgados incluindo « Regras de Protecção Ambiental da Região Autónoma do Tibete» desde 1992.  Além disso, uma rede de inspecção e examinação ambiental da Região foi estabelecida, vigiando assim na totalidade o  ambiente do Tibete. As medidas acima referidas conseguiram resultados positivos e efectivos, e não foi descoberto nenhum caso de poluição ambiental até hoje, nem chuvas ácidas, nem poluição radioactiva causada pela acção do homem.

   III -As palavras caluniantes e difamantes proferidas pelo Dalai declaram o seu próprio colapso e falência
   Perante um novo e próspero Tibete, todas as palavras caluniantes e difamantes proferidas pelo grupo de Dalai Lama declaram o seu próprio colapso e falência. Presentemente, sob uma capa religiosa, o Dalai Lama entregou-se à dependência de algumas forças estrangeiras anti-chinesas, empenhando-se no estrangeiro durante muito tempo em actividades como a divisão da China, difamação do novo Tibete e sabotagem da unidade nacional. Mesmo assim, o governo chinês tem sempre deixado a porta aberta às negociações com o Dalai, mas foram todas recusadas pelo Dalai. O facto é que, o Dalai não tem verdadeiramente nenhuma vontade de negociação, tendo-se na realidade tornado já um instrumento das forças internacionais anti-chinesas, para fazer pressão sobre a China. O modo de agir do Dalai está recebendo cada vez menos apoios do povo da etnia tibetana, e cada vez mais sofrendo o boicote pelas personalidades que conhecem a verdadeira situação da China e do Tibete.

   IV-Seja bem-vindo ao Tibete
   Na China, há uma expressão popular que diz, "ver uma vez com os próprios olhos é melhor do que ouvir cem vezes". Com os fortes apoios do Governo Central, e depois de 50 anos de construção por todas as etnias do Tibete, esta região denominada de "Telhado do Mundo" , com belas e grandiosas montanhas e rios, já se tornou numa terra calorosa, cheia de esperança e desenvolvimento vigoroso. Na estratégia sem precedente do desenvolvimento do Oeste da China, o Tibete certamente vai ter um futuro ainda mais brilhante. Esperamos sinceramente que os amigos portugueses tenham a oportunidade de visitar o Tibete, e através das próprias observações na localidade, possam tirar as suas próprias conclusões.


 


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