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  Peso da indústria terciária no PIB chinês tornou se superior à do setor secundário em 2013
 
  ( 2014/01/22 )
 
 
Dados divulgados anteontem pela Administração Estatal de Estatísticas da China revelam que durante 2013 o valor da produção da indústria terciária superou pela primeira vez o total do setor secundário. O resultado foi interpretado como uma nova tendência no desenvolvimento da economia chinesa.

Conforme a classificação industrial, o setor secundário indica as atividades da indústria e construção civil, enquanto o terciário envolve principalmente os serviços. A aceleração do desenvolvimento do setor terciário tem sido uma meta da China para concretizar a transformação da sua estrutura econômica. O diretor da Administração Estatal de Estatísticas, Ma Jiantang, confirmou que foi obtido um grande avanço no sentido de promover o ajuste estrutural.

"No ano passado, o peso do setor terciário no PIB aumentou para 46,1%, ultrapassando pela primeira vez o setor secundário. O ajuste estrutural da economia obteve um resultado positivo, que é demonstrado na melhoria estrutural da demanda e do equilíbrio regional."

Em 2013, o valor agregado do setor terciário atingiu os 26 trilhões de yuans, com um crescimento de 8,3% em relação ao registro do ano anterior. A proporção de um setor no PIB reflete a etapa de desenvolvimento da economia. Como por exemplo os países avançados, onde o valor global do setor terciário deve representar 60% do PIB. A chefe do Instituto de Estudos sobre Economia Mundial, Chen Fenying considerou que esta tendência corresponde à regra global do desenvolvimento econômico.

"O comércio mundial está em baixo e as exportações da China também. Esta mudança exige que a China estimule a demanda interna, em vez de se focar apenas na produção. Neste contexto, o setor dos serviços se desenvolveu bastante, como resultado das medidas de ajuste estrutural."

Desde a reforma e abertura, a China tem reforçado o desenvolvimento do setor terciário, visto que ele não apenas consome menos energia, como ainda estimula a criação de emprego. O economista-chefe do Banco Industrial da China, Lu Zhengwei, comentou que o investimento do governo no setor dos serviços provocou um boom do comércio eletrônico, bem como de outros modelos de consumo.

"As compras online cresceram em ritmo muito acelerado em 2013, em contraste com o aumento do consumo tradicional no varejo. O resultado deve-se sobretudo ao poder de compra dos consumidores jovens. Tenho perspectivas de que o novo modelo de consumo terá ainda maior espaço para crescer."

A geração nascida nos anos 80 e 90 é vista como um importante grupo de consumo, porém, a velha geração também possui potencial. Há previsões que apontam que a China terá 400 milhões de pessoas com idade superior a 60 anos. O diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Xu Shaoshi, já olha para a capacidade de consumo deste grupo.

"Deve se acelerar o desenvolvimento do consumo relacionado à pensão e saúde. Apoiar a generalização da Quarta Geração de telefonia móvel e impulsionar o consumo dos produtos culturais, turisticos e esportivos. "

Entretanto, o reforço do desenvolvimento do setor terciário não significa que se pode ignorar a indústria secundária. Como uma potência manufatureira, a China continua a depender da produção para impulsionar a sua economia. A acadêmica Chen Fengying finalizou que o país asiático terá que realizar mais esforços para se tornar uma potência de criação.

 
 


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