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  Há riscos de transmissão do Ebola na China mas com pouca possibilidade de propagação
 
  ( 2014/08/13 )
 
 

Ainda não foi registrado nenhum caso de infecção pelo vírus Ebola na China, nem há registro de chineses infeccionados fora do país, informou um comunicado oficial chinês. Mas, especialistas chineses da área de prevenção e controle de doenças alertaram que isso não quer dizer que não haverá transmissão de Ebola na China, no futuro. Porém, também não é necessário se assustar com isso, já que a possibilidade é zero de o vírus se propagar na China em grande escala.

Isso porque, de um lado, devido à alta frequência de intercâmbios das pessoas em todo o mundo, é possível que apareça algum caso isolado de infecção de Ebola na China, no futuro. Por outro lado, o meio de transmissão do Ebola, bem como as medidas preventivas adotadas pela China, impedem que ele se propague em grande escala no país. A pesquisadora Xiang Nijuan do Departamento de Resposta a Emergências do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China explicou:

"Analisamos que o risco da transmissão de Ebola na China é baixo. A epidemia limita-se apenas aos quatro países africanos. Portanto, mesmo que haja troca de pessoal entre a China e as regiões afetadas, observa-se uma redução de pessoas que vão à África Ocidental, embora o número de cidadãos que voltam daqueles países possa aumentar. Felizmente ainda não há sinais que indicam aumento considerável de possibilidade de exposição a infecções, aos chineses residentes no exterior, nem há relatório de casos de infecção de chineses no exterior."

Neste momento, a prioridade no trabalho de prevenção e controle de transmissão de Ebola na China continua sendo a identificação e o isolamento, em primeiro tempo, dos afetados do Ebola que entrem no território chinês. Xiang Nijuan revelou que o sistema de saúde pública chinês está preparado para uma possível transmissão na China.

"Reforçamos as medidas de controle e prevenção com o uso, por exemplo, de scanners de temperatura em aeroportos. As medidas de inspecção e quarentena foram aplicadas em voos que chegam do oeste da África. Os técnicos vão embarcar nos aviões para fazer inspecção de acordo com relatórios da tripulação, e de pacientes que apresentam sintomas da infecção. As entidades de inspeção e quarentena nos aeroportos vão cooperar com autoridades sanitárias na verificação e controle de passageiros suspeitos vindos dos países afetados."

O Ministério do Turismo da China pediu nesta terça-feira (12) aos departamentos de turismo de todo o país que estejam preparados para enfrentar a epidemia. Os setores de turismo, saúde e supervisão de qualidade estão elaborando propostas de resposta à emergência. Uma vez que seja descoberto turista que tenha contato com pacientes confirmadamente contaminados, ou viajante com suspeita da doença, será ativada a proposta.

Com a alta temporada de turismo na China, cresce o número de chineses que viajam à África do Sul. Para impedir a transmissão através de viajantes, especialistas sanitários sugerem aos turistas chineses que aprendam formas prevenção da doença. Xiang Nijuan anunciou:

"O primeiro caso de infecção poderia surgir do contato com os primatas ou com animais mortos. Por isso, o primeiro conselho é não visitar florestas tropicais. Evite ir a hospitais ou clínicas afetados pelo Ebola. É necessário lavar as mãos com desinfetante e comer frutas locais descascadas."

 
 


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