Home Embaixador Embaixada Relações bilaterais China ABC Serviço Consular Contactos  
 
 
 
 
  Home > temas actuais
 
 
  China adota nova medida para acolher órfãos e crianças abandonadas
 
  ( 2014/12/01 )
 
 

A partir desta segunda-feira (1), uma nova medida para regularizar a adoção de órfãos e menores sem abrigo entra em vigor na China. Os centros de bem-estar das crianças devem visitar regularmente essas crianças para supervisionar e avaliar o desempenho dos pais adotivos. Vamos aos detalhes na reportagem de hoje.

A senhora Li mora em Nanjing, na província de Jiangsu. Ela trouxe para casa Xie Yongqi, uma órfã de oito anos, do Centro de Bem-Estar das Crianças de Nanjing. O filho da senhora Li já trabalha e ela queria ter mais uma filha em casa. Por isso, Xie Yongqi ganhou uma nova mamãe.

"Mamãe dorme comigo e cozinha para mim."

As crianças como Xie Yongqi que foram colocadas em famílias confiadas por centros de bem-estar, são chamadas crianças confiadas. Diferente das crianças adotivas, a custódia delas pertence ao instituto de bem-estar e as crianças confiadas ainda recebem ajuda de custo, educação e saúde dados pelo governo. As famílias que acolhem as crianças também recebem subsídio do governo.

Segundo as estatísticas do ministério dos Assuntos Civis, a China tem cerca de 550 mil órfãos. A maioria deles, ou são gravemente doentes ou fisicamente deficientes. Destes, cerca de 110 mil foram adotados pelos diversos institutos de bem-estar. Porém, as camas especializadas para o bem-estar das crianças totalizam apenas 98 mil, o que ainda muito muito longe de satisfazer as necessidades reais.

Mao Ruibo, responsável de um órgão de bem-estar social, considera que este modelo de acolhimento social, isto é, inserir as crianças na sociedade e em uma família, oferece vantagens peculiares para as crianças abandonadas. Ele falou:

"As crianças que crescem em famílias têm mais vantagens que as crianças crescidas em órgãos de bem-estar, em relação ao caráter e afetividade. Porque, uma vez que têm pais, não se sentem mais sozinhas ou abandonadas."

Por outro lado, essa maneira de criação também enfrenta outros problemas. Por exemplo, algumas crianças são mal nutridas enquanto outras foram discriminadas e mal tratadas. Algumas crianças gravemente deficientes foram levadas para famílias camponesas em regiões remotas, e essa adoção não surtiu o efeito que se previa. Por isso, a nova medida eleva o nível de exigência de padrão para famílias que querem acolher crianças. Os membros dessa família têm que ter rendimento acima do nível médio local, e as que têm conhecimento específico nessa área têm prioridade de criar essas crianças. O presidente do Centro de Bem-Estar de Crianças de Nanjing, Zhu Hong, falou para a reportagem:

"Temos exigências para as famílias onde as crianças vão ficar. É melhor ter boas condições médicas, de ensino e, de preferência, serviços de reabilitação por perto."

A medida inclui também os menores que não têm lar fixo, como mendigos e errantes.

Para reduzir ao máximo as consequências psicológicas causadas pela separação de crianças acolhidas, e das famílias confiadas, a nova medida estabeleceu uma determinação específica. Sobre essa determinação, esclarece Xu Jianzhong, vice-diretor do Departamento para Promoção de Previdência Social e Caridade do Ministério dos Assuntos Civis:

"Família é sempre o melhor ambiente para viverem as crianças. A nova medida determina que, ao se encaminhar as informações das famílias confiadas para que uma criança seja adotada por outra família, deve-se avisar, ao mesmo tempo, as famílias confiadas, de modo que elas tenham tempo suficiente para preparar a separação. Em relação às crianças que precisam ser recolocadas, é preciso que tenham acompanhamento psicolígico e recebam cuidados específicos."

 
 


Suggest to a Friend
       Print
E-mail to us