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  Especialistas brasileiros elogiam resultados do Fórum China-Celac
 
  ( 2015/01/13 )
 
 

Foi realizada com sucesso na última semana a reunião ministerial do Fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). Durante o evento, foram aprovados três documentos importantes: a Declaração de Beijing, o Programa de Cooperação China-Celac 2015-2019 e as Disposições Institucionais e Regras de Funcionamento do Fórum. Especialistas do Brasil, maior país da região, fizeram avaliações positivas ao evento.

Lia Valls Pereira, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas, afirmou que o fórum China-Celac, como o mecanismo de Cooperação China-África e o Brics, estreita as relações entre a China e os países latino-americanos e caribenhos, dando uma boa plataforma para procurar o consenso.

"É um mecanismo de aproximação dos países pra que eles conheçam cada um o seu interesse em relação ao outro. Serve como uma plataforma para futuras colaborações mais específicas, ou mesmo a possibilidade de acordos futuros mais claros, acordos de livre comércio, acordos de infraestrutura ou qualquer coisa nesse sentido."

O novo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, qualificou a reunião como um momento histórico. Ele acha que este mecanismo vai trazer mais possibilidade de cooperações entre a China e os países latino-americanos. Já o presidente do Instituto Brasileiro de Estudos de China e Ásia-Pacífico, Severino Cabral, avaliou como um bom passo:

"É uma etapa de um plano que prevê uma maior aproximação política entre o mundo chinês e o mundo latino-americano e caribenho. De outro lado, também o aproveitamento das oportunidades da complementaridade das suas economias para que se criem as condições de avançar. De outro lado, a declaração de Beijing cria as regras da efetiva atuação do fórum, pra daqui por diante marcar sua presença no mundo."

O sucesso da realização do fórum China-Celac atrai a atenção do mundo e os dados referidos no fórum também são estimulantes. No discurso proferido na ocasião, o presidente chinês Xi Jinping lembrou que, na última década, o valor comercial entre a China e os países latino-americanos e caribenhos chegou a 500 bilhões de dólares . O investimento chinês na região latino-americana e caribenha atingiu 250 bilhões de dólares. Lia Valls Pereira avalia que, com o fórum, a China e os países da Celac vão conhecer ainda melhor as necessidades do outro lado:

"Outro aspecto é que logicamente que os países daqui não querem ser só fornecedores de matérias-primas e commodities. Eles gostariam talvez dessa ideia de você tentar incentivar parcerias de investimento e a entrada de investimentos chineses também seriam importantes."

Severino Cabral analisou os três documentos divulgados no fórum:

"Acho que o ano 2015 se apresenta tão esquálido pelos cortes de despesa. E poderá ser revigorante neste sentido se implantar algumas dessas concepções e diretrizes da Declaração de Beijing, que pode reverter a tendência, que seria negativa e passa a ser positiva. "

 
 


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