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  Empresas médias e pequenas chinesas de comércio exterior continuarão a enfrentar desafios em 2015
 
  ( 2015/01/15 )
 
 

Segundo dados divulgados ontem (13) pela Administração Geral da Alfândega da China, o valor total do comércio exterior aumentou 2,3% em 2014, índice bem inferior à meta de 7,5% determinada pelo governo no início do ano passado. A fraca demanda do mercado internacional, a pressão da desaceleração do crescimento da economia doméstica e a queda dos preços dos depósitos em bloco, tal como do petróleo, foram as principais causas para esse resultado. Neste cenário, as empresas médias e pequenas do setor seguirão enfrentando desafios em 2015.

Em entrevista concedida à Rádio Internacional da China, o presidente da Associação da Promoção do Desenvolvimento das Empresas Médias e Pequenas de Wenzhou, sul da China, Zhou Dewen, disse que as empresas da cidade enfrentaram muitas dificuldades no ano passado.

"A exportação dos setores tradicionais está enfrentando um inverno. O comércio exterior sofre muito. A situação econômica deste ano é complicada. Mesmo com a recuperação da economia norte-americana, as nossas encomendas para os EUA e Europa não aumentaram. A Rússia agora é um mercado importante para nós. Porém, sofremos uma perda de 50% devido à desvalorização do rublo."

A situação a que Zhou Dewen se referiu pode ser comprovada com os dados. Tomando o setor de vestidos e produtos têxteis como exemplo, a posição no mercado dessa indústria chinesa está em xeque. No ano passado, a quota desses produtos nas economias desenvolvidas registrou uma queda. Especialmente no terceiro trimestre, a participação caiu em 0,8% nos EUA e 2,8% no Japão.

Apesar dos desafios aos setores tradicionais, algumas empresas encontraram novas oportunidades. Wang Zuping, presidente da Companhia de Iluminação Liangliang Hangzhou, disse à nossa reportagem que o valor de negócios de sua companhia foi de 450 milhões de yuans. Seus produtos foram vendidos basicamente para os países da África Oriental. Os negócios tiveram um aumento de 20% em relação ao ano anterior.

"Apesar da dificuldade no comércio exterior, acho que ainda temos várias coisas para fazer. Em primeiro lugar, temos que manter a qualidade, o que vai suportar a marca da companhia. A minha empresa sempre mantém a qualidade e não aumenta o preço."

Lu Wenbo, vice-gerente da Companhia Delun de Comércio Exterior, com sede em Beijing, tem a mesma opinião. A empresa exporta aparelhos e acessórios para construção de ferrovias aos países do Oriente Médio. O valor de negócios no ano passado teve um aumento de 30%.

"Há cada vez mais oportunidades de investimento naquela região. Os produtos chineses têm vantagens não só pelo preço baixo, como também pela boa qualidade. Situação muito melhor do que anos atrás quando os produtos eram desvalorizados."

Além dos esforços pessoais, Lu Wenbo lembra que as empresas de comércio exterior ainda recebem ajuda do governo através de políticas preferenciais:

"Agora, a Administração Estatal de Câmbio Estrangeiro e os bancos nos dão muitas facilidades nas políticas e na liberação de fundos."

Em 2015, as empresas médias e pequenas chinesas de comércio exterior continuarão enfrentando desafios. Quanto a isso, Zhou Dewen disse que a Associação da Promoção do Desenvolvimento das Empresas Médias e Pequenas de Wenzhou vai continuar ajudando as companhias a explorarem mercados emergentes, com o fim de encarar a dificuldade.

 
 


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